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É bizarro ver que os jogos não param de evoluir, mas tem uma parte da comunidade gamer que preferiu ficar empacada no tempo. Estou falando dos fanboys de plataforma. É uma galera que deixa um pedaço de plástico e silício de 5 mil reais moldar quem eles são. Passam o dia caçando defeito no console concorrente só para tentar justificar o dinheiro ou vantagens que tem no deles. Uns verdadeiros imbecis da internet.
Fiscal de catálogo e a chatice das planilhas inúteis
Junho sempre chega com os grandes eventos: Xbox Games Showcase, State of Play, Nintendo Direct. Era para ser um momento foda de celebração para quem curte o hobby, mas virou rinha de torcida organizada no Twitter.
O cara não assiste aos anúncios para ver se tem jogo maneiro ou inovador, ele assiste para torcer contra. Aí a maior arma desse desocupado é ficar medindo o tamanho do catálogo:
- “Ah, mas o meu console teve 5 exclusivos este ano e o seu só teve 2!”
- “Essa empresa aí só vive de promessa, cadê os jogos de peso?”
- “O evento do concorrente foi um lixo, 80% era multiplataforma!”
Eles passam o dia comparando números e tabelas, mas esquecem do básico: gosto não se discute e quantidade nunca foi sinônimo de diversão.
Uma lição de maturidade que essa galera não consegue engolir
Para entender o tamanho dessa estupidez, olha como um adulto normal se comporta: você pode ter um PS5, estar super feliz com ele, assistir à apresentação do Xbox e simplesmente achar que nada ali faz o seu estilo.
E pronto. Acabou aí. O evento passou, os jogos não te interessam e a vida segue. Você não precisa ir para a internet falar mal da marca, xingar desenvolvedor ou tentar estragar o hype de quem ficou empolgado.
Só que o fanboy não tem estrutura mental para processar essa normalidade. Na cabeça dele, se você não gostou de algo, você é obrigado a destruir a marca rival. Eles forçam uma rivalidade patética, criando um teatrinho de que “só um lado presta”. Não aceitam que as pessoas têm focos diferentes. Quem comprou um PlayStation pode achar a linha do Xbox um tédio total, e vice-versa. O que serve para você não serve para o outro. Tentar enfiar a sua preferência goela abaixo dos outros em caixas de comentários é o ápice da carência afetiva.
Criadores de conteúdo parasitas. O ódio como modelo de negócio
Se o fã comum já passa vergonha, o cenário fica pior ainda quando a gente olha para os ditos “criadores de conteúdo”. Criou-se uma sub-raça de canais no YouTube e perfis em redes sociais que vivem puramente de monetizar o ódio.
Essa galera não produz nada que preste. O canal deles não tem relevância, não tem análise de verdade, não tem edição boa. É só um marmanjo na frente da câmera falando mal da plataforma concorrente.
Eles não assistem aos eventos para ver os jogos; assistem para pescar motivos para criticar e alimentar o ego da bolha de acéfalos que segue eles. Não jogam para se divertir; jogam caçando um bug de textura para postar com legenda irônica e gritar que a outra empresa está falindo.
O mais engraçado é ver essa gente defendendo uma marca que nem sabe que eles existem, agindo como se fossem acionistas da empresa. E qual o resultado? Esses canais não saem do lugar. Não criam identidade própria. Viram só uma sombra barulhenta e chata que ninguém fora daquela bolha tóxica aguenta ouvir. Podiam crescer agregando conteúdo de verdade, analisando o mercado de forma inteligente e mostrando suas preferências numa boa. Mas falta neurônio para isso. É mais fácil apelar para o instinto mais primitivo do fã alienado.
Cresça: ninguém liga para a sua guerra de plástico
Parece mentira que a gente precisa desenhar isso, mas vamos lá: empresas bilionárias de games não são suas amigas. Elas não querem saber da sua lealdade cega, elas querem o seu dinheiro.
| O que o fanboy acha que está fazendo | A realidade da vergonha que ele está passando |
| Defendendo a “honra” da marca favorita feito um guerreiro. | Sendo um otário que faz marketing de graça para corporação bilionária. |
| Mostrando superioridade contando joguinhos em planilha. | Passando vergonha e mostrando que briga na internet mais do que joga. |
| Sendo um crítico sagaz e exigente de eventos. | Agindo como um bebê chorão que não aceita que os outros tenham gostos diferentes. |
Enquanto você perde horas do seu dia xingando um desconhecido porque ele joga em outro ecossistema, os executivos dessas empresas estão contando os bilhões deles e cagando para você.
Se você se identificou com esse comportamento de se doer por causa de marca de console, para um pouco e pensa. Desliga o computador, sai da bolha, vai jogar o que você gosta no aparelho que você tiver em casa e deixa os outros em paz. Ficar forçando essa rivalidade boba não te faz um “gamer raiz”, só prova que você é o chato frustrado da rodinha. Cresça.