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A descoberta recente de uma nova ferramenta ainda em testes do PlayStation 5 que exibe os jogos com mais usuários ativos na semana surpreendeu diversos usuários e, como era de se esperar, provocou um debate na internet entre as comunidades de Call of Duty e Battlefield.
Se você acompanha essa rivalidade e quer entender o que esses números realmente significam na prática, sem o calor das discussões de redes sociais, vamos dar uma olhada nos fatos de um jeito bem simples e direto.
Como começou isso?
Tudo começou quando o youtuber Mystic, que é bem conhecido por falar de PlayStation, postou um vídeo mostrando uma novidade que a Sony está testando com alguns usuários lá nos Estados Unidos. Se trata de uma nova funcionalidade em fase beta do Welcome Hub do PS5, uma aba nova na tela inicial do console que mostra os 10 jogos mais jogados da semana naquela região.
Logo que a captura dos dados foi vista, as pessoas começaram a confrontar as estatísticas no Twitter (X). O quadro exibia o seguinte volume de jogadores na semana:
- Call of Duty: Quase 5 milhões
- Battlefield: 1,5 milhão
À primeira vista, muitos se apressaram em afirmar que Battlefield estava em declínio. Mas não tire conclusões precipitadas; vamos ponderar os fatos com calma.
O contexto do Call of Duty que muita gente não repara
A primeira coisa que precisamos notar é como esse número de 5 milhões é contabilizado. A Sony não está contando apenas o jogo mais recente de forma isolada. O sistema rastreia o Call of Duty HQ, que é aquele aplicativo centralizado onde ficam vários títulos da franquia.
Fica bem mais claro o motivo de um número tão alto quando entendemos que ele soma o público de vários jogos e modos diferentes em um lugar só.
1,5 Milhão é um número excelente. Vamos entender o motivo:
Agora, vamos olhar para o lado de Battlefield. Dizer que 1,5 milhão é pouco não faz muito sentido quando analisamos o cenário. Estamos falando de um milhão e meio de pessoas jogando o mesmo jogo em apenas uma semana, em um único console (PS5) e só em um país (EUA). Isso é um engajamento gigante!
Além disso, Battlefield sempre teve uma comunidade historicamente muito forte no PC e no Xbox. Ter toda essa gente ativa no PlayStation só mostra que a base de fãs da franquia é super fiel e que o jogo continua muito vivo, por mais que digam o contrário por aí.
A Estabilização da quantidade de playes em Battlefield (A saída dos casuais)
Depois de algumas semanas ou meses, o número de jogadores cai e se estabiliza. Isso assusta quem olha os gráficos de fora (como o Steam Charts), mas é normal. Esse êxodo geralmente acontece por dois motivos:
- A barreira de aprendizado: Battlefield exige jogo em equipe, conquista de objetivos e tem mapas enormes. Jogadores que preferem partidas rápidas e individuais (estilo Call of Duty) costumam abandonar o jogo nessa fase.
- Problemas de lançamento: Historicamente, quase todo Battlefield (como o BF 4 e o BF 2042) é lançado com bugs e problemas de balanceamento, o que afasta os menos pacientes logo cedo.
Mesmo com uma contagem de jogadores menor do que no lançamento, o jogo não morre. Quem fica é a comunidade “core” – os jogadores veteranos que amam a dinâmica de guerra em grande escala, os combates de veículos e as batalhas de conquista.
Como os servidores passam a ser populados por essa base fiel, a experiência de jogo muitas vezes até melhora, pois as partidas ficam mais táticas e focadas nos objetivos. Além disso, a DICE (desenvolvedora) costuma passar meses corrigindo os erros e lançando conteúdos novos, o que mantém essa base firme por anos, até o próximo título ser anunciado.
O fator histórico: CoD sempre vendeu mais até nos seus piores anos
É preciso entender uma regra básica de mercado: sucesso comercial não define qualidade. Nos Estados Unidos, o maior mercado de consoles do mundo, Call of Duty virou um hábito anual. O consumidor americano é apaixonado pela franquia e compra cada novo lançamento de forma automática, o que garante esses números gigantescos mesmo quando o jogo não inova em nada.
Quer o maior exemplo disso? Pensa em 2013:
Naquele ano, a DICE lançou o Battlefield 4, que foi um baita jogaço, aclamado pelos gráficos e pela destruição de cenários. No mesmo ano, a Activision lançou o Call of Duty: Ghosts, que a própria comunidade de CoD reconhece que foi um dos títulos mais fracos da franquia.
Mesmo com essa diferença de recepção, o CoD daquele ano vendeu muito mais e teve mais jogadores que o Battlefield.
Isso prova que o volume de jogadores nem sempre reflete qual jogo é tecnicamente superior ou mais inovador naquele momento. Mostra apenas o peso que a marca Call of Duty tem nos Estados Unidos.
Resumo da história
Esqueçam essa rivalidade forçada e burra baseada nos dados da Sony. Call of Duty é um rolo compressor comercial que vive de carona no seu modo gratuito para inflar estatísticas. Do outro lado, Battlefield resiste com uma força impressionante, deixando claro que o público que busca guerra em larga escala é fiel e não abandona a franquia.